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Sobre a Feira do Livro de Poesia
18-03-15
Categoria: Destaques


 


Com a realização da Feira do Livro de Poesia, a Casa Fernando Pessoa dá início a uma programação que valoriza a proximidade com a comunidade e que pretende abrir, dinamizar, articular o trabalho realizado dentro do espaço físico da CFP e aquele que pode ser feito, em colaboração com outros parceiros e estruturas, noutros espaços e circuitos. Este é um programa que fazemos em parceria com a Junta de Freguesia de Campo de Ourique e com a conhecida Livraria Ler, que desde 1970 é lugar de passagem para os moradores do bairro.


Com uma programação a que chamamos “fora de casa”, é nosso objectivo aproximarmo-nos da comunidade – começando agora com o bairro de Campo de Ourique e privilegiando a relação de vizinhança –, trabalhando com ela, integrando-a em programas que têm por base o pensamento sobre a literatura, a poesia, a leitura, a palavra e, naturalmente, a obra pessoana de uma forma particular.


Ao mesmo tempo, esta saída de Casa é também uma “abertura de portas” que chama a comunidade a participar nos programas que acontecem dentro da CFP.

Para estes quatro dias e meio de Feira do Livro de Poesia, há 25 editoras representadas nos stands montados no Jardim da Parada e coordenados pela Livraria Ler. Chegámos ao contacto com editoras grandes e pequenas e tentámos assim o mais possível tornar acessíveis edições de poesia que nem sempre passam pelos circuitos de distribuição generalistas.


Essa pesquisa sobre a edição de poesia foi orientada pelo poeta Luís Filipe Castro Mendes, curador desta edição da Feira, autor muito atento às novas publicações e grande leitor de poesia.


Foi também em conjunto com Luís Filipe Castro Mendes que foram programadas as mesas-redondas que terão lugar no espaço da Casa Fernando Pessoa. O primeiro programa é exclusivamente dedicado a Pessoa: Ivo Castro apresenta a edição crítica que preparou de Poemas de Alberto Caeiro, para a colecção da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, acompanhado por Richard Zenith. O segundo programa é uma mesa-redonda que reúne editores com diferentes percursos para tratar o tema da edição de poesia em Portugal – representantes de pequenas e grandes editoras vão focar os mecanismos e circuitos por que passam os livros de poesia até chegarem às mãos dos leitores. No sábado, Dia Mundial da Poesia, a terceira mesa-redonda será dedicada à nova poesia: 5 poetas de uma mesma geração, moderados por um também poeta da mesma geração, falam-nos sobre o trabalho que fazem, se estão em construção novas poéticas, se se consideram um grupo.

 

 

O programa de rua desdobra-se em diferentes actividades e pretende chegar a diversos públicos. A relação com a comunidade é trabalhada no espaço dos cafés do Jardim da Parada: quinta, sexta e sábado há leituras de poesia nos cafés, com a intenção de surpreender os frequentadores habituais desses lugares – e de com eles partilhar o gosto pelo texto poético. Trabalham connosco nesta iniciativa a associação Campovivo – movimento cultural e social de Campo de Ourique, a Oficina de Teatro da Universidade Sénior de Campo de Ourique, e também os Artistas Unidos, com a coordenação de Jorge Silva Melo, Andreia Bento e Pedro Carraca.

 

É também fora de portas que se desenvolvem as actividades da equipa do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa: uma oficina para crianças e famílias no sábado à tarde na Livraria Ler e no domingo de manhã uma “hora do conto” no coreto do Jardim da Parada – pelo prazer que é ouvir alguém que lê para nós e connosco.


 

O coreto recebe também no sábado à tarde a Escola de Jazz do Hot Clube – mais uma forma de celebrar em espaço público, de encontro e troca, o Dia Mundial da Poesia – a falta que nos faz e o lugar que tem na nossa visão de mundo a inquietação dos poetas: a poesia está na rua.








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