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Nos 100 anos de Orpheu
25-03-15
Categoria: Destaques


A montagem de uma programação especificamente dedicada à celebração dos 100 anos da revista Orpheu é um gesto natural e fundamental na definição das prioridades para o trabalho da Casa Fernando Pessoa em 2015.

 

Não só foi Pessoa elemento central e congregador do grupo e do projecto – ao lado de Sá-Carneiro e Almada Negreiros – como foram a geração e a revista determinantes para a construção – provocadora, disruptora – de uma nova ideia de modernismo literário e artístico.

 

O nosso programa integra propostas de várias áreas artísticas e tem o objectivo de chegar a diferentes plataformas de comunicação e interacção.

 

No dia 25 de Março inaugura a exposição Os Testamentos de Orpheu, de Pedro Proença, artista que há muito trabalha a intersecção entre linguagens – texto e imagem, tipografia e construção visual –, além de ter já antes, em diversos momentos, revisitado a obra de Pessoa.

 

A 28 de Março tem início o programa Café Orpheu, roteiro de leituras e performances nos cafés do Chiado, em que diferentes colectivos (teatro, dança, música) apresentam propostas que cruzam o legado de Orpheu com o trabalho que desenvolvem. Interferem assim na rotina habitual desses pontos de encontros casuais ou rituais, lugares de discussão e comunhão que são os cafés de então – como a Brasileira – e de hoje – como o Fábulas e o Kaffeehaus.

No mesmo dia tem início, dentro de portas, uma proposta do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa: o programa de visitas temáticas, visitas-experiência em que um determinado tema é tratado com especial destaque. Em Almada em Pessoa, a primeira visita deste programa, o visitante é convidado a fazer parte da obra de Almada Negreiros, a propósito do lançamento de Orpheu.

 

O quarto projecto que a CFP tem preparado para o arranque do programa Orpheu em Março é o lançamento da exposição itinerante Nós, os de Orpheu, um projeto feito em colaboração com o Camões, I.P..  Nós, os de Orpheu apresenta a revista Orpheu a partir de dentro, recorrendo a documentos da época, cartas trocadas, reacções dos jornais e muitas citações de comentários e observações que uns elementos do grupo fizeram sobre outros.

 

Esta exposição vai circular internacionalmente através da plataforma do Camões e, no circuito nacional, será disponibilizada directamente pela CFP para a rede de escolas do ensino básico e secundário, bem como junto das bibliotecas municipais.

 

É uma exposição que valoriza tanto a investigação – cuidada, aprofundada – levada a cabo por Antonio Cardiello, Jerónimo Pizarro e Sílvia Laureano Costa, como o trabalho gráfico desenvolvido pela designer Sílvia Prudêncio – ou não fosse justamente Orpheu uma experiência de cruzamento artístico. Será ainda editado, como complemento e prolongamento desta exposição, um livro + CD da Editora BOCA que dá espaço e permanência ao trabalho feito pelos investigadores e pela designer.

 

Para outros momentos do ano, novos projectos estão a ser desenvolvidos sob o signo de Orpheu, e virão a lume nos meses que seguem.








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