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27-11-15
Categoria: Destaques


80 ANOS DA MORTE DE FERNANDO PESSOA

DIAS DO DESASSOSSEGO


São os 80 anos da morte de Fernando Pessoa que pontuam o fecho dos Dias do Desassossego. Até lá e nos próximos dias, a segunda mesa-redonda "Se a literatura salva?"; a festa da música e da palavra no MusicBox; a oficina Desassossego Sussurrado, mais um passeio literário; e as leituras de Alma Inquieta.

Na próxima segunda, dia 30 de Novembro, assinalam-se 80 anos sobre a morte de Pessoa. Para recapitular e ouvir estas oito décadas, a CFP apresenta um programa de memória e escrita, recriação e leitura

Às 19h00, no
São Luiz Teatro Municipal , João Grosso interpreta Ode Marítima de Álvaro de Campos. Mais tarde, às 21h30, no Teatro da Cornucópia, Luis Miguel Cintra, com Guilherme Gomes, José Manuel Mendes e Luísa Cruz, apresenta A nossa natural angústia de pensar: Fernando Pessoa e as marcas que deixou na poesia portuguesaAo longo de todo o dia a visita à CFP será de entrada livre e, às 15h, oferece-se uma visita guiada a quem queira partilhar connosco esta data. 

 


Até lá e nos próximos dias, o programa dos Dias do Desassossego ainda tem conversa, música e palavra dita.


Sexta, dia 27 de Novembro, às 18h30, na CFP, Luís Caetano (Antena 2) conversa com Laborinho Lúcio e Gabriela Canavilhas, sobre literatura e experiências de leitura, sobre os "livros que fizeram estes leitores"; no mesmo dia, a partir das 23h30, no MusicBox, em A voz dos livros, Ana Deus e Nicolas Tricot apresentam o CD e livro Bruta/Doutor Tristeza e a dupla Rui Hermenegildo (DJ) e Ricardo Henriques (autor) confrontam música e palavra num serão que promete ser de festa e dança. 

Sábado, dia 28, das 10h00 às 12h30, na Fundação José Saramago, a oficina de construção poética, Desassossego Sussurrado, é aberta a todos. Nos próximos dias, Miguel Horta, mediador de leitura, trabalhará com um grupo do Hospital Júlio de Matos, concretizando uma ideia de inclusão pela palavra e pela poesia. No sábado à tarde, ambos os grupos saem à rua e partilhando a poesia com a cidade. Também no sábado, às 14h00, mais um passeio literário, desta feita, seguindo os passos de O ano da morte de Ricardo Reis.

Domingo, dia 29, o ponto de encontro é o Largo de São Carlos. A partir das 17h00, A alma inquieta reúne no largo onde nasceu Pessoa, as leituras de Carla Bolito, Marcello Urgeghe, Miguel Loureiro e Paulo Pinto, numa viagem literária que convoca autores como Cesário Verde, Almeida Garrett, Jorge de Sena, Antonio Tabucchi, José Saramago e Fernando Pessoa.

Ao longo destes dias, continua também a intervenção de arte pública da GAU - Galeria de Arte Urbana (DMC/CML): na Rua do Alecrim com Mariana Dias Coutinho e no espaço da CFP com Leonor Brilha. Às duas o mesmo desafio: o desassossego dos livros e da leitura e os dois autores.


Dias do Desassossego, leituras que lançam perguntas, rebatem ideias, inquietam. Música, cinema, palavra dita.

 








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